Bolsas com líquido vermelho usadas em tratamento de quimioterapia vermelha, aplicada no câncer de mama e outros tumores.

Quimioterapia vermelha: diferença em relação à quimioterapia branca

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

A “quimioterapia vermelha” é um tipo de tratamento oncológico que utiliza medicamentos com coloração avermelhada, como as antraciclinas, para destruir células cancerígenas, indicada principalmente para o câncer de mama.

Bolsas com líquido vermelho usadas em tratamento de quimioterapia vermelha, aplicada no câncer de mama e outros tumores.

A chamada “quimioterapia vermelha” é um tipo de tratamento sistêmico usado no combate a diferentes tipos de câncer, principalmente o de mama, sendo indicada conforme o perfil do tumor e o estágio da doença. 

O tratamento leva esse nome por conta de uma característica visual do soro utilizado, que possui uma coloração avermelhada, produzida pelo uso de fármacos como a doxorrubicina, epirrubicina e a daunorrubicina.

Assim, esse tipo de quimioterapia é diferente da popularmente conhecida “quimioterapia branca”, formada por medicamentos que não apresentam nenhuma cor.

O objetivo principal deste tratamento é destruir células cancerígenas, interrompendo seu crescimento e divisão, e ela pode ser administrada em ciclos, frequentemente a cada 21 dias, dependendo do protocolo definido pelo oncologista. 

O entendimento das diferenças entre a “quimioterapia vermelha” e a “branca” ajuda pacientes e familiares a compreenderem melhor o tratamento, seus possíveis efeitos e a necessidade de acompanhamento médico contínuo.

O que é “quimioterapia vermelha”?

Essa quimioterapia é um tipo de tratamento oncológico sistêmico que utiliza medicamentos com coloração avermelhada, aplicados para destruir células cancerígenas e impedir seu crescimento. 

Ela é indicada para diversos tipos de câncer, principalmente para o câncer de mama, sendo escolhida pelo oncologista de acordo com o estágio da doença e o protocolo terapêutico mais adequado para cada paciente.

Durante o tratamento, a coloração avermelhada dos medicamentos pode ser percebida na urina temporariamente, mas isso não representa risco. 

“Quimioterapia vermelha” de 21 em 21 dias: como funciona?

A quimioterapia para câncer de mama age diretamente nas células que se dividem rapidamente, como as células cancerígenas. 

No entanto, também podem afetar células saudáveis de crescimento rápido, o que explica alguns efeitos colaterais, como queda de cabelo, náuseas e fadiga.

Os medicamentos administrados, geralmente por via intravenosa, circulam pelo corpo e atingem diferentes regiões, interferindo no ciclo de crescimento e multiplicação das células tumorais.

Um dos padrões comuns de aplicação da “quimioterapia vermelha” é o ciclo de 21 em 21 dias, embora o esquema seja sempre individualizado, o que permite que o corpo se recupere entre uma aplicação e outra.

Entre um ciclo e outro, o corpo passa por um período de recuperação da medula óssea, que é o local onde são produzidas as células do sangue. 

Por isso, é comum que o médico solicite exames de sangue antes de cada aplicação, avaliando glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas, além da função hepática e cardíaca.

As doses e os intervalos variam de acordo com o tipo de câncer, a idade e o estado geral de saúde do paciente. 

Cada sessão é realizada em ambiente hospitalar ou ambulatorial, com acompanhamento da equipe médica e de enfermagem.

Durante esse tipo de quimioterapia, a equipe monitora continuamente o paciente, avaliando sinais vitais, possíveis reações imediatas e parâmetros laboratoriais. 

Assim, o oncologista pode ajustar doses, espaçar ciclos ou incluir medicamentos de suporte para controlar os efeitos adversos e manter o tratamento o mais seguro e eficaz possível.

Esse acompanhamento garante que o tratamento seja eficaz e seguro, reduzindo o risco de complicações.

Qual a diferença da “quimioterapia branca” e “vermelha”?

A principal diferença entre os dois tipos de tratamento está nos medicamentos utilizados, nos tipos de câncer em que são indicadas e nos efeitos colaterais que podem causar.

Em termos de intensidade, não há um tipo mais forte ou mais eficiente. A escolha depende do tipo de tumor, estágio da doença e protocolo definido pelo oncologista. 

O que diferencia é a ação sobre células tumorais específicas, a duração do ciclo e o perfil de efeitos adversos.

Vermelha

Esse tipo de quimioterapia é normalmente indicado para tumores de mama, ovário e alguns tipos de linfoma. 

Conforme já mencionado, recebe esse nome devido à coloração de alguns medicamentos usados, como antraciclinas (doxorrubicina, epirrubicina e daunorrubicina), que têm pigmentação avermelhada. 

Ela atua principalmente em células que se dividem rapidamente, interferindo no ciclo celular.

Branca

Já esse tipo é comumente utilizado em outros tipos de câncer, como próstata e alguns tumores sólidos, e age de forma diferente sobre as células tumorais. 

Os medicamentos usados (como cisplatina, carboplatina e taxanos) não possuem coloração intensa, por isso o termo “branca”.

Ela costuma ter efeitos colaterais distintos, incluindo alterações nos rins, na audição e na função nervosa, dependendo do fármaco usado.

“Quimioterapia vermelha”: efeitos colaterais e cuidados

Durante o tratamento, é comum que o corpo reaja de diferentes formas, variando conforme o medicamento utilizado e a resposta de cada paciente. 

Entre os efeitos colaterais mais conhecidos estão a queda de cabelo, náuseas, fadiga e alterações na pele, como manchas avermelhadas. Essas reações são temporárias e tendem a desaparecer após o término dos ciclos. 

No caso da queda de cabelo, por exemplo, ela costuma ocorrer de duas a três semanas após o início da quimioterapia vermelha, e o crescimento dos fios geralmente se inicia poucos meses depois do fim do tratamento.

Para minimizar desconfortos, é fundamental manter uma alimentação equilibrada, com boa hidratação e acompanhamento nutricional. 

O médico também pode prescrever medicamentos de suporte, que ajudam a controlar o enjoo, a proteger o estômago e a reduzir inflamações.

Após o término dos ciclos, o paciente passa por uma fase de recuperação do sistema imunológico, com exames periódicos para monitorar a função da medula óssea, do fígado e dos rins. 

Esse acompanhamento é essencial para garantir que o organismo se recupere plenamente e o tratamento alcance os resultados esperados.

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Tratamento do câncer de mama

Acompanhamento especializado durante a quimioterapia

Mais do que tratar o câncer, a “quimioterapia vermelha” exige cuidado contínuo e apoio integral. 

Por isso, o acompanhamento com uma equipe especializada, incluindo oncologistas, enfermeiros e nutricionistas, é indispensável para preservar a qualidade de vida e o bem-estar físico e emocional durante todo o processo.

O Dr. Felipe Andrade, médico mastologista, atua com experiência no diagnóstico e tratamento de diversas condições oncológicas, oferecendo uma abordagem humanizada e baseada em evidências. 

Seu acompanhamento próximo e individualizado garante que cada paciente receba o suporte necessário em todas as etapas da quimioterapia, priorizando a segurança, o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.

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FAQ: Quimioterapia vermelha

O que é quimioterapia vermelha?

Tratamento sistêmico que utiliza medicamentos avermelhados para destruir células cancerígenas, indicado principalmente para câncer de mama, ovário e alguns linfomas.

Para que serve a quimioterapia vermelha?

Ela interrompe o crescimento das células tumorais, reduz tumores antes da cirurgia ou elimina células remanescentes após o procedimento.

Quanto a terapia vermelha é indicada?

Para câncer de mama, ovário e linfoma, conforme estágio da doença e protocolo definido pelo oncologista. Pode ser usada antes ou após cirurgia.

Qual a diferença da quimioterapia branca e vermelha?

A quimioterapia vermelha usa antraciclinas (doxorrubicina, epirrubicina e daunorrubicina) e a branca utiliza cisplatina, carboplatina ou taxanos. O tipo de câncer tratado e efeitos colaterais diferem, mas nenhuma quimio é “mais forte” do que a outra.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia vermelha?

Queda de cabelo, náuseas, fadiga e manchas vermelhas na pele; a intensidade varia conforme o paciente e o medicamento.

A quimioterapia vermelha pode matar?

Não. Quando administrada corretamente, visa destruir células cancerígenas e é segura com acompanhamento médico.

Em quanto tempo a quimioterapia vermelha faz o cabelo cair?

Normalmente de 2 a 3 semanas após o início do tratamento e o crescimento dos fios retorna meses após o término da quimioterapia.

O que são as manchas vermelhas na pele após quimioterapia?

Efeito temporário da pigmentação dos medicamentos, que desaparece após o término dos ciclos.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de Ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe  Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital e na Unidade Jardins do Einstein Hospital Israelita.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

Então, se você vai iniciar quimioterapia e tem dúvidas sobre a diferença entre vermelha e branca, agende uma consulta com o Dr. Felipe Andrade e receba um acompanhamento especializado e seguro em todas as etapas do tratamento.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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