Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher.
Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.
O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, cirurgião oncológico, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.

A hiperplasia da mama é uma condição benigna que aumenta o número de células nos ductos ou lóbulos mamários. Alguns tipos, como a hiperplasia ductal atípica, elevam o risco de câncer, tornando essencial o acompanhamento com mastologista.
A hiperplasia da mama é uma condição benigna caracterizada pelo aumento do número de células nos ductos ou lóbulos mamários.
Para começar, é importante esclarecer que a hiperplasia da mama é uma alteração muito comum e, na grande maioria dos casos, uma condição benigna a qual chamamos de hiperplasia ductal típica da mama.
Já outros tipos de alterações, como a hiperplasia ductal atípica da mama, embora não sejam câncer, , podem estar associadas a um risco ligeiramente maior de desenvolvimento de câncer de mama no futuro, segundo a Susan G. Komen Breast Cancer Foundation.
A hiperplasia da mama é uma condição frequentemente detectada durante exames de rotina, como mamografia ou ultrassonografia, ou por meio de biópsias realizadas após a identificação de alterações suspeitas no tecido mamário.
Entender a diferença entre os tipos de hiperplasia e reconhecer quando é necessário o acompanhamento com um mastologista é essencial para garantir monitoramento adequado, prevenção e decisões terapêuticas mais seguras.
Tipos de hiperplasia da mama e suas características
A hiperplasia da mama pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do local e do comportamento celular:

Hiperplasia ductal da mama
É caracterizada pelo aumento do número de células nos ductos mamários, que são responsáveis por transportar o leite até o mamilo.
- Hiperplasia ductal típica da mama: células aumentadas, mas sem alterações significativas no formato ou na organização. Não costuma aumentar o risco de câncer de mama de forma relevante;
- Hiperplasia ductal atípica da mama: apresenta alterações celulares anormais, como núcleos maiores e desorganização do tecido, e está associada a um risco elevado de desenvolvimento de câncer no futuro.
Hiperplasia lobular da mama
Este tipo de hiperplasia afeta os lóbulos mamários, que são as glândulas produtoras de leite.
- Hiperplasia lobular atípica: quando as células dos lóbulos apresentam alterações anormais, existe maior probabilidade de desenvolver câncer de mama em qualquer uma das mamas.
Como a hiperplasia lobular atípica é considerada uma condição de risco para câncer de mama, conforme um estudo publicado na National Library of Medicine sobre Hiperplasia mamária atípica, exige acompanhamento mais próximo pelo mastologista.
Sintomas da hiperplasia da mama
Embora muitas mulheres com hiperplasia da mama não apresentem sintomas, algumas alterações podem chamar atenção:
- Nódulos ou áreas endurecidas detectados ao toque;
- Alterações na pele ou no formato da mama;
- Secreção mamilar incomum;
- Dor ou desconforto localizado (menos frequente).
Tratamentos para a hiperplasia da mama
O tratamento da hiperplasia da mama depende do tipo e da presença de células atípicas:
- Hiperplasia típica: geralmente não requer intervenção além de acompanhamento regular com exames de imagem e consultas com o mastologista, segundo o American Cancer Society;
- Hiperplasia atípica (ductal ou lobular): pode exigir maior vigilância, incluindo biópsia, monitoramento frequente com mamografias e ressonância magnética, e em alguns casos, terapia de redução de risco com medicamentos.
Como reduzir os riscos de hiperplasia da mama?
Na verdade, a hiperplasia da mama, por ser uma condição comum e benigna, na grande maioria das vezes, não precisa ser uma preocupação e nem algo a ser combatido.
Apenas os casos de hiperplasia atípica exigem uma atenção maior e acompanhamento com mastologista.
Já quando o assunto é câncer de mama, sempre é possível colocar em prática ações que contribuem para prevenção:
- Manter alimentação equilibrada e saudável;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Evitar álcool e tabagismo;
- Realizar exames de rotina conforme recomendação do mastologista;
- Observar e relatar qualquer alteração nas mamas ao profissional de saúde.
FAQ: Hiperplasia da mama
Hiperplasia da mama é o aumento do número de células nos ductos ou lóbulos mamários. Trata-se de uma condição benigna, mas alguns tipos podem aumentar o risco de câncer de mama no futuro.
Hiperplasia ductal típica da mama células aumentadas, sem alterações significativas; risco de câncer baixo. Hiperplasia ductal atípica da mama: alterações celulares anormais com maior risco de câncer. Hiperplasia lobular atípica: células anormais nos lóbulos, aumentando o risco em qualquer mama.
Embora muitas mulheres não apresentem sintomas, algumas alterações podem aparecer: nódulos ou áreas endurecidas, alterações no formato da mama, secreção mamilar incomum e, em alguns casos, dor ou desconforto localizado.
A hiperplasia da mama, por ser uma condição comum e benigna, na grande maioria das vezes, não precisa ser uma preocupação e nem algo a ser combatido.
Apenas os casos de hiperplasia atípica exigem uma atenção maior e acompanhamento com mastologista.
Quando é necessário acompanhamento com mastologista?
Nem toda hiperplasia da mama exige intervenção imediata, mas o acompanhamento médico especializado é fundamental, principalmente nos casos em que há alterações celulares atípicas ou histórico familiar de câncer de mama:
- Pacientes diagnosticadas com hiperplasia ductal atípica ou hiperplasia lobular atípica devem realizar acompanhamento regular com mastologista, porque essas condições aumentam o risco futuro de câncer de mama;
- Mulheres com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de mama devem ser acompanhadas de perto, mesmo em casos de hiperplasia simples, para monitoramento preventivo.
Mesmo quando a hiperplasia da mama é considerada benigna, o acompanhamento contínuo garante diagnóstico precoce e tomada de decisões mais seguras em relação à saúde mamária.
O acompanhamento periódico permite ao mastologista:
- Monitorar alterações no tecido mamário ao longo do tempo;
- Solicitar exames complementares, como biópsia, quando houver suspeita de células atípicas;
- Orientar sobre medidas preventivas, estilo de vida e, em casos específicos, terapias de redução de risco.
Em todos os casos, o diagnóstico é realizado por exames de imagem, como mamografia, ultrassonografia e, quando necessário, biópsia do tecido mamário para análise detalhada.
O acompanhamento periódico com um mastologista é essencial para monitorar alterações e reduzir riscos.
O Dr. Felipe Andrade, médico mastologista, possui experiência no diagnóstico e tratamento de diversas alterações mamárias, oferecendo uma abordagem humanizada e baseada em evidências.
Seu acompanhamento próximo e individualizado garante que cada paciente receba suporte completo, priorizando a segurança, bem-estar emocional e qualidade de vida em todas as etapas do cuidado.
Manter consultas periódicas, seguir as orientações do especialista e realizar os exames recomendados são passos essenciais para um cuidado eficaz e seguro.
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O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP.
O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia.
Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama.
Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de Ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.
Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital e na Unidade Jardins do Einstein Hospital Israelita.
Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.
O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.
Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.



