Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher.
Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

O carcinoma ductal invasivo é o tipo de câncer de mama mais comum entre as mulheres, representando de 40% a 75% dos carcinomas mamários.
Por isso, pacientes com histórico familiar desta condição devem realizar exames regularmente, para que o médico consiga detectar precocemente qualquer anomalia e propor o tratamento mais adequado.
Com a remoção cirúrgica dos tumores, ainda no estágio inicial (carcinoma ductal in situ), é possível prevenir a evolução para um câncer invasivo, assim como a presença de metástases.
Para você entender melhor sobre o carcinoma ductal invasivo (não especial), acompanhe o conteúdo para esclarecer todas as suas dúvidas e aprender o que deve ser feito caso você identifique um dos sintomas.
O que é carcinoma ductal invasivo?
É um tipo de câncer de mama que se forma no revestimento dos ductos mamários, que são pequenos tubos no interior das mamas, que transportam o leite durante o período de amamentação.
Isso ocorre por causa de uma falha no crescimento celular, que desencadeia uma multiplicação desordenada das células do corpo, neste caso, nos ductos das mamas.
Felizmente, são raros os casos de diagnósticos em mulheres com menos de 40 anos. Por outro lado, os riscos aumentam consideravelmente a partir dos 50 anos de idade.
O carcinoma ductal invasivo, ao contrário do carcinoma ductal in situ, consegue se espalhar para outros tecidos mamários além do ducto mamário, o que o torna mais perigoso.
Além disso, corre o risco das células cancerígenas se espalharem para outras partes do corpo, por meio do sistema linfático ou da circulação sanguínea, segundo o Hospital Albert Einstein.
Por isso, é importante acompanhar a evolução da condição e realizar um tratamento adequado para evitar o surgimento de novas lesões e a progressão da doença.
Além disso, antes mesmo de sentir um sintoma, você deve realizar consultas anuais com um médico mastologista para detectar precocemente qualquer condição nas mamas e, assim, obter mais chances de sucesso no tratamento.
O carcinoma ductal invasivo é maligno ou benigno?
O carcinoma é maligno, portanto, ele tem a capacidade de invadir tecidos vizinhos e se espalhar para outras partes do corpo pelas metástases.
Quando o carcinoma ductal invade o sistema linfático ou a circulação sanguínea, o risco de disseminação para outros órgãos aumenta, tornando o tratamento mais complexo.
Seu precursor, o carcinoma ductal in situ é um tipo de câncer, contudo, não é invasivo, porque as células permanecem confinadas no seu local de origem.
Com o tratamento adequado, as chances de evolução para uma forma invasiva são muito baixas.
Diferença entre tumor maligno e benigno?
Os tumores benignos são formados por células que crescem de maneira desordenada, mas que não invadem outros tecidos e órgãos.
Normalmente, têm um crescimento mais lento e não possuem a capacidade de gerar metástases.
Os tumores malignos, por sua vez, crescem de forma rápida, desordenada e podem invadir estruturas adjacentes da mama, além de terem a capacidade de se espalhar para outras regiões do corpo.
É por isso que o carcinoma ductal invasivo exige um tratamento mais rigoroso e acompanhamento contínuo, uma vez que, sem a intervenção médica, ele pode se espalhar para órgãos vitais.
Carcinoma ductal invasivo: sintomas mais comuns
Para não ficar com dúvidas, conheça quais são os sintomas que podem indicar um câncer de mama:

Como é o diagnóstico do carcinoma ductal invasivo?
O tratamento da condição começa com um diagnóstico preciso, que depende de exames de imagem, exame clínico e avaliação de material obtido por biópsia (histopatologia).
No caso do carcinoma ductal invasivo, a mamografia é o exame mais recomendado, já que é capaz de identificar alterações suspeitas nos tecidos mamários antes que o tumor seja palpável.
Com o apoio da ultrassonografia e da ressonância magnética, os médicos também conseguem avaliar o tamanho e a localização do tumor de forma precisa, o que facilita a escolha do tratamento mais adequado.
Após a identificação de um achado suspeito nos exames de imagem, o próximo passo é a realização de uma biópsia, na qual uma amostra do tecido é retirada para análise laboratorial (exame histopatológico).
Esse procedimento é essencial para confirmar a presença de células cancerígenas e determinar o tipo de câncer.
No caso do carcinoma ductal invasivo, essa análise permite entender o grau de agressividade do tumor.
Realizar testes genéticos adicionais para identificar mutações em genes como o BRCA1 e BRCA2, que podem aumentar as chances de desenvolvimento de câncer em até 80%, também são eficazes para complementar o diagnóstico.
Qual é o tratamento para carcinoma ductal invasivo?
Com o diagnóstico confirmado, o tratamento da condição mamária é decidido com base no estágio do câncer e nas características individuais do paciente.
Os objetivos do tratamento do carcinoma ductal invasivo variam conforme a gravidade e a agressividade do tumor:
- Curativo: nos estágios iniciais, o objetivo do tratamento é a cura completa, com remoção do tumor e prevenção de recidivas;
- Paliativo: quando o câncer já se disseminou, o foco do tratamento passa a ser prolongar a sobrevida e a melhora da qualidade de vida do paciente.
As opções de tratamento mais comuns incluem:
Cirurgia
A remoção cirúrgica do câncer de mama é uma recomendação comum para a maioria dos pacientes com carcinoma ductal invasivo.
Dependendo do estágio do câncer e da localização do tumor, a cirurgia pode variar entre a cirurgia radical, que consiste de quase todo o tecido mamário, e a cirurgia conservadora, que remove o tumor preservando o máximo possível da mama.
Radioterapia
Após a cirurgia, a radioterapia é frequentemente utilizada para eliminar quaisquer células cancerígenas remanescentes, reduzindo assim o risco de recidiva local.
Essa modalidade é especialmente indicada quando a cirurgia conservadora é realizada e o paciente apresenta histórico familiar de câncer.
Quimioterapia
Indicada principalmente para casos mais avançados ou quando há metástases, a quimioterapia visa atacar as células cancerígenas em todo o corpo.
Terapia endócrina
Para tumores que expressam receptores hormonais (como estrogênio e progesterona), a terapia endócrina é uma opção eficaz, principalmente para mulheres no climatério e após a menopausa.
Medicamentos como tamoxifeno ou inibidores de aromatase são usados para bloquear ou reduzir a ação desses hormônios, que ajudam a retardar o crescimento do câncer.
Terapia-alvo (biológica)
Tumores que são HER2-positivos podem ser tratados com medicamentos que atacam especificamente o receptor HER2, o que limita o crescimento do tumor.
O carcinoma ductal invasivo tem cura?
Quanto mais cedo o carcinoma ductal invasivo for diagnosticado, maiores são as chances de cura, pois o tumor ainda não se espalhou extensivamente.
O tratamento pode ser mais conservador em estágios iniciais e mais agressivo em casos de câncer avançado.
Pacientes mais jovens ou sem comorbidades graves podem suportar tratamentos mais intensivos, como cirurgias maiores ou ciclos longos de quimioterapia.
Já em pacientes mais idosas, ou com condições como obesidade ou cirrose hepática, o tratamento deve ser cuidadosamente ajustado para evitar complicações.
Conheça o Dr. Felipe Andrade

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP.
O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama.
Ele é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia.
Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.
Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital, na Unidade Jardins do Hospital Albert Einstein.
Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.
Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.
O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.
Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.