Paciente cobrindo mamas para representar cirurgia de retirada de seios.

Cirurgia de retirada dos seios: quando é necessária e como funciona?

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

A cirurgia de retirada das mamas, ou mastectomia, é um dos principais tratamentos para o câncer de mama e pode ser realizada de forma radical ou conservadora. A decisão pelo procedimento depende do estágio do tumor, fatores genéticos e resposta a outros tratamentos. 

Paciente cobrindo mamas para representar cirurgia de retirada de seios.

A cirurgia de retirada das mamas é um dos tratamentos cirúrgicos recomendados para o câncer de mama, já que remove o tecido mamário afetado pela doença.

Dependendo da histologia do tumor e do estágio da doença, a abordagem cirúrgica pode variar, que pode ser conservadora, com a preservação de parte da mama, ou  radical, com a remoção (quase) total do tecido mamário e estruturas adjacentes.

Embora a cirurgia de retirada das mamas seja associada ao câncer, também pode ser indicada para prevenção em pacientes com alto risco genético para a doença. 

A decisão sobre a necessidade e o tipo de cirurgia é baseada em uma avaliação detalhada de exames de imagem, histórico do paciente, testes genéticos e condições clínicas do paciente.

Neste artigo, você vai entender melhor sobre o procedimento, o que difere entre as abordagens e quais são as indicações. 

Como é feita a cirurgia de retirada das mamas?

A mastectomia é realizada sob anestesia geral e pode durar entre duas a quatro horas, mas o tempo total depende da extensão da cirurgia e da necessidade de reconstrução mamária. 

A cirurgia pode variar em extensão e técnica, de acordo com o quadro clínico do paciente. Entre as principais abordagens, destacam-se:

Mastectomia radical à Halsted

Essa cirurgia é raramente realizada nos dias atuais, porque envolve a remoção completa da mama, incluindo pele, músculos peitorais maior e menor, e linfonodos axilares. 

Mastectomia radical modificada

Nesta abordagem, muito rara de ser realizada, também ocorre a remoção de toda a mama e dos linfonodos axilares, mas os músculos peitorais são preservados. 

Mastectomia simples

Esta é a cirurgia de retirada de pele dos seios, além de incluir a remoção da aréola e mamilo. Contudo, preserva-se os músculos peitorais. Em alguns casos, pode ser necessário remover os linfonodos axilares.

Mastectomia poupadora de pele

Essa abordagem consiste na remoção do tecido mamário, assim como o mamilo e a aréola, mas preserva a maior parte da pele da mama.

Mastectomia poupadora de aréola e mamilo

É semelhante à cirurgia poupadora de pele, mas esta consegue preservar o mamilo e a aréola. É indicada apenas quando não há comprometimento dessas estruturas.

Cirurgia conservadora

Também chamada de setorectomia ou quadrantectomia, indica-se para tumores pequenos e localizados. Apenas o tumor e uma margem de segurança são retirados, o que permite a preservação do máximo possível da mama.

Cirurgia de reconstrução mamária

A reconstrução mamária pode ser feita imediatamente no mesmo procedimento da cirurgia de retirada das mamas ou posteriormente.

A decisão depende do quadro clínico do paciente e da necessidade de tratamentos complementares.

O procedimento pode ser realizado por diferentes técnicas, como:

  • Uso de tecidos do próprio paciente (autólogo): envolve a retirada de tecidos de outras áreas do corpo, como abdômen ou costas, para reconstruir a mama.
  • Uso de implantes (expansores ou próteses mamárias): técnica que utiliza próteses de silicone para restaurar a forma da mama.
  • Combinação das abordagens: pode-se utilizar uma abordagem híbrida, combinando tecidos autólogos e implantes.

Além disso, em alguns casos, o próprio mastologista ou pelo cirurgião plástico pode realocar o tecido mamário durante a cirurgia de retirada das mamas, com técnicas de oncoplastia e simetrização da mama oposta. 

Algumas pacientes também podem optar pela redução da mama saudável para equilibrar o tamanho e a forma das mamas.

Quando a cirurgia de retirada dos seios é necessária?

O tratamento cirúrgico pode ser recomendado em diferentes casos, por exemplo:

Câncer de mama avançado

Quando o tumor é extenso ou já comprometeu grande parte do tecido mamário, é necessário removê-lo com uma margem de segurança maior, que pode incluir a remoção de toda a mama e das estruturas adjacentes.

Câncer de mama agressivo

Essa abordagem também aplica-se para cânceres com características agressivas, como nos casos triplo-negativos, nas quais os tumores crescem rapidamente e são de difícil tratamento.

Mutações genéticas (BRCA1 e BRCA2)

Mulheres com predisposição genética para o câncer de mama podem optar pela mastectomia profilática, que reduz em até 90% o risco de desenvolvimento da doença.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

Dr. Felipe Andrade médico mastologista do Hospital Einstein.

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe  Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital, na Unidade Jardins do Hospital Albert Einstein.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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