Médica examina paciente durante avaliação de linfonodos aumentados na mama.

Linfonodos aumentados: relação com infecções, inflamações e câncer de mama

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, cirurgião oncológico, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.

Linfonodos aumentados podem indicar infecções, inflamações ou até câncer de mama. Entenda o que causa o aumento dos gânglios e quando procurar um especialista para investigar o sinal.

Médica examina paciente durante avaliação de linfonodos aumentados na mama.

Os linfonodos aumentados são um sinal comum que pode gerar preocupação, principalmente quando localizados na região das axilas, pescoço ou virilha. 

Essas pequenas estruturas fazem parte do sistema linfático, que desempenha um papel de defesa do corpo contra microorganismos invasores e na filtragem de substâncias nocivas.

Por isso, os linfonodos aumentados podem ocorrer por diferentes motivos, desde infecções e inflamações até a presença de células cancerígenas.

No caso do câncer, os linfonodos axilares podem indicar que células tumorais se espalharam do tumor primário, sendo uma informação importante para o médico avaliar a extensão da doença e definir o melhor plano de tratamento.

Por outro lado, nem sempre o aumento dos linfonodos significa malignidade, como é o caso de doenças autoimunes e reações inflamatórias, que podem causar aumento dos gânglios linfáticos.

Neste texto, você vai entender o que podem ser linfonodos aumentados, o que causa, como identificar e tratar.

O que pode causar linfonodos aumentados?

O aumento do linfonodo pode ocorrer por diferentes razões, que vão desde processos benignos até condições mais graves, como o câncer. 

Entre as principais causas estão:

Infecções locais ou sistêmicas

  • Mastite, foliculite, feridas na pele;
  • Infecções virais, como gripe, ou bacterianas.

Nestes casos, os linfonodos geralmente são dolorosos, móveis e tendem a diminuir de tamanho após a resolução da infecção.

Inflamações e doenças autoimunes

  • Lúpus, artrite reumatoide e outras condições inflamatórias.

Os linfonodos podem permanecer aumentados por algum tempo, mas costumam manter consistência macia e sensibilidade variável.

Cânceres e metástases

  • No câncer de mama, linfonodos axilares aumentados podem indicar que células tumorais se espalharam através do sistema linfático;
  • Linfomas também podem causar aumento de linfonodos axilares. Embora seja raro, não é incomum e deve ser investigada, especialmente quando os linfonodos são persistentes;
  • Nódulos firmes, indolores e persistentes, muitas vezes fixos a estruturas adjacentes, podem ser sinal de malignidade;
  • Linfonodos cervicais ou inguinais aumentados também podem estar relacionados a outros tipos de câncer, incluindo linfomas e tumores de pele.

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Como saber se os linfonodos estão aumentados?

Os linfonodos aumentados podem ser percebidos pelo toque ou durante exames de imagem, dependendo da região em que estão localizados, como axilas, pescoço ou virilha. 

Eles costumam aparecer como pequenas massas arredondadas ou ovais, e seu tamanho, consistência e sensibilidade podem fornecer pistas sobre sua causa.

Para diferenciar linfonodos benignos de malignos, o médico avalia alguns sinais importantes.

Linfonodos benignos (inflamatórios ou reativos)

  • Geralmente dolorosos ao toque;
  • Moles ou elásticos;
  • Podem aumentar rapidamente, mas tendem a reduzir de tamanho após a resolução da infecção ou inflamação;
  • Podem surgir isoladamente ou em pequenos grupos.

Linfonodos malignos (associados ao câncer)

  • Firmes e indolores;
  • Persistem por semanas ou meses, e seu crescimento é progressivo;
  • Podem estar fixos a estruturas profundas, como músculos ou pele;
  • Muitas vezes, estão associados a outros sinais, como alterações na mama, no caso do câncer de mama.
Quando saber se o linfonodo aumentado é maligno?

Exames que ajudam a diagnosticar

O diagnóstico dos linfonodos aumentados envolve uma avaliação detalhada pelo médico, geralmente um mastologista ou clínico especializado, que busca diferenciar causas benignas de malignas. 

O processo pode incluir:

Exame físico

  • O médico palpa os linfonodos para avaliar tamanho, consistência, mobilidade e sensibilidade;
  • Linfonodos benignos costumam ser macios, dolorosos e móveis, enquanto os malignos podem ser firmes, indolores e fixos a estruturas adjacentes.

Exames de imagem

  • Ultrassonografia: avalia a estrutura interna do linfonodo e detecta alterações suspeitas;
  • Mamografia ou ressonância magnética: indicada principalmente quando há suspeita de câncer de mama;
  • Tomografia ou PET-CT: utilizada em casos específicos para analisar extensão de tumores ou linfonodos em outras regiões.

Biópsia de linfonodo

  • Em casos suspeitos, realiza-se a coleta de uma amostra do linfonodo para análise laboratorial;
  • Permite identificar a presença de células cancerígenas e determinar a origem do aumento.

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Como tratar linfonodos aumentados?

O manejo dos linfonodos aumentados depende da causa identificada pelo médico. Nem todos os aumentos exigem intervenção cirúrgica. Muitas vezes, o acompanhamento clínico é suficiente. 

Entre as abordagens mais comuns estão:

Causas infecciosas ou inflamatórias

  • Tratamento com antibióticos ou antivirais, se indicado;
  • Anti-inflamatórios e repouso podem ser recomendados em casos de inflamações temporárias;
  • Monitoramento do linfonodo para verificar redução do tamanho após o tratamento.

Causas malignas (como câncer de mama)

  • Avaliação detalhada da extensão da doença;
  • Em muitos casos, realiza-se biópsia de linfonodo sentinela ou linfadenectomia axilar, procedimento que remove os linfonodos afetados para análise e definição do tratamento;
  • Planejamento de terapias complementares, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal, conforme cada caso.

Acompanhamento médico contínuo

  • Exames periódicos para monitorar linfonodos que permanecem aumentados;
  • Observação de sinais de alerta, como linfonodos que crescem, endurecem ou permanecem fixos por semanas ou meses;
  • Orientação sobre hábitos saudáveis e prevenção, garantindo detecção precoce de alterações significativas.

FAQ: Linfonodos aumentados

O que são linfonodos aumentados?

São gânglios do sistema linfático que crescem por causa de infecções, inflamações ou, em alguns casos, tumores.

Linfonodo aumentado é sempre câncer?

Não. Na maioria das vezes, é uma resposta a infecções. Porém, quando o aumento é persistente, indolor ou acompanhado de outros sintomas, deve ser investigado.

Como saber se o linfonodo é benigno ou maligno?

Os benignos costumam ser pequenos e móveis; os malignos, duros e fixos. A confirmação só ocorre por exames de imagem ou biópsia.

Quando procurar um médico?

Se o inchaço durar mais de duas semanas ou vier com febre, dor ou cansaço. O mastologista Dr. Felipe Andrade reforça que o acompanhamento individualizado é essencial.

O que fazer em caso de suspeito de linfonodo aumentado?

O acompanhamento individualizado garante que qualquer alteração nos linfonodos seja investigada de forma segura, equilibrando a necessidade de intervenção com a preservação da qualidade de vida do paciente.

Mais do que tratar linfonodos aumentados, a prevenção e a detecção precoce fazem toda a diferença. 

Realizar exames de imagem regularmente, manter consultas médicas periódicas e seguir todas as orientações do especialista são passos essenciais para identificar alterações no momento certo e garantir um cuidado eficaz.

O Dr. Felipe Andrade, médico mastologista, atua com experiência e dedicação no diagnóstico e acompanhamento de diferentes condições mamárias, oferecendo uma abordagem humanizada e baseada em evidências para cada paciente. 

Seu atendimento alia escuta atenta e conhecimento científico atualizado, proporcionando segurança e confiança em todas as etapas do cuidado.

Mais do que tratar, o importante é identificar precocemente qualquer alteração nos linfonodos.

Agende sua consulta com o Dr. Felipe Andrade, mastologista especialista em câncer de mama, e receba um acompanhamento personalizado e humanizado.

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Conheça o Dr. Felipe Andrade

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de Ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe  Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital e na Unidade Jardins do Einstein Hospital Israelita.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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