Modelo de representação da anatomia da mama para explicar líquido amarelo saindo da mama ao apertar.

Líquido amarelo saindo da mama ao apertar: o que pode ser e quando procurar ajuda médica?

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Modelo de representação da anatomia da mama para explicar líquido amarelo saindo da mama ao apertar.

A presença de secreção mamilar pode ter diversas causas e apresentar colorações variadas, que vão desde o branco translúcido até tons amarelados, esverdeados, avermelhados ou amarronzados, dependendo da origem do problema.

Em alguns casos, essa secreção não representa risco à saúde, mas em outras situações pode ser um sinal de uma condição que merece investigação médica.

Por isso, ao perceber qualquer alteração nas mamas, especialmente a saída de líquido amarelado ao apertar, é fundamental buscar a orientação de um mastologista.

Confira, a seguir, as principais causas relacionadas à presença de líquido amarelado na mama e quando é necessário se preocupar.

O que pode ser o líquido amarelado saindo da mama ao apertar?

Antes de tudo, é importante diferenciar dois tipos de secreção

  • Secreção espontânea: ocorre sem qualquer estímulo.
  • Secreção provocada: ocorre apenas quando a mama é comprimida.

A frequência da secreção e a presença ou não de outros sinais associados devem ser avaliadas para orientar o diagnóstico.

Possíveis Causas

Lactação ou Gravidez

Durante a gestação, é comum ocorrer a liberação espontânea ou provocada de um líquido amarelado, conhecido como colostro — precursor do leite materno.

Esse líquido pode surgir já no primeiro trimestre e se intensifica no segundo trimestre da gravidez. Também pode ser expelido durante a amamentação.

Nestes casos, a secreção é considerada fisiológica e recebe o nome de fluxo papilar.

Ectasia Ductal Mamária

Trata-se de uma condição benigna que ocorre principalmente em mulheres na perimenopausa (entre 45 e 55 anos), conforme a National Institutes of Health (NIH).

Com o envelhecimento, os ductos mamários podem sofrer alterações estruturais e inflamatórias, provocando o aparecimento de secreção de coloração amarelada, esverdeada ou amarronzada. Geralmente, o fluido é mais espesso e pegajoso.

A secreção amarelada pode ser câncer de mama?

A secreção espontânea dos mamilos pode ser um dos sinais iniciais do câncer de mama, especialmente quando associada a:

  • Saída do líquido por apenas uma das mamas;
  • Secreção proveniente de um único orifício do mamilo (ducto);
  • Presença de sangue misturado, tornando a coloração rosada, avermelhada ou amarronzada.

O tumor pode obstruir os ductos mamários e gerar inflamação local, resultando na saída de secreções.

Vale ressaltar que a secreção clara, levemente rosada ou amarelada também pode ocorrer em casos de câncer e, por isso, deve ser sempre avaliada.

Cuidados Importantes

Não se recomenda apertar as mamas com o objetivo de eliminar todo o conteúdo, pois essa prática pode:

  • Agredir o tecido mamário;
  • Aumentar o fluxo sanguíneo local;
  • Estimular ainda mais a saída do líquido.

O diagnóstico correto deve ser realizado por um mastologista, que poderá solicitar exames complementares como:

  • Mamografia;
  • Ultrassonografia;
  • Ressonância magnética;
  • Biópsia mamária;
  • Exame citológico da secreção (para avaliar a presença de células anormais ou cancerígenas).

Quando Procurar um Médico?

A recomendação é procurar avaliação especializada sempre que houver:

  • Secreção espontânea (sem compressão);
  • Presença de sangue na secreção;
  • Saída de líquido por apenas uma das mamas;
  • Mudanças na cor, textura ou formato das mamas;
  • Retração ou inversão do mamilo;
  • Dor mamária persistente;
  • Presença de nódulos ou caroços;
  • Vermelhidão ou ondulações na pele.

O mastologista é o profissional indicado para investigar alterações benignas e malignas das mamas e indicar o tratamento mais adequado em cada situação.

Conheça melhor os tratamentos disponibilizados pela Clínica FEMA.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

Dr. Felipe Andrade médico mastologista do Hospital Einstein.

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe  Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital e na Unidade Jardins do Einstein Hospital Israelita.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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