Mulher em hospital realizando tratamento de quimioterapia de

Quimioterapia para câncer de mama: como é esse tratamento?

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Mulher em hospital realizando tratamento de quimioterapia de

A quimioterapia para o câncer de mama é um tratamento altamente eficaz, que pode tanto reduzir as chances de recidiva após a cirurgia de remoção do tumor quanto reduzir o tamanho do tumor para a realização do procedimento cirúrgico.

É recomendada principalmente para tumores em estágio avançado ou com uma biologia desfavorável, que possuem uma probabilidade alta de comprometer tecidos adjacentes ou alcançar a corrente sanguínea ou o sistema linfático.

A recomendação do uso de quimioterapia para câncer de mama, portanto, depende de uma avaliação criteriosa pelo oncologista, que deve trabalhar em conjunto com uma equipe multidisciplinar.

Continue sua leitura para entender melhor sobre este tratamento e em quais situações é indicado para os pacientes.

Como é a quimioterapia para câncer de mama?

É um tratamento que utiliza medicamentos específicos para destruir células cancerígenas, que podem ser administrados pela via oral ou intravenosa.

A quimioterapia é um tratamento sistêmico, isto é, ao entrar na corrente sanguínea, percorre todo o corpo para atacar as células cancerígenas, tanto no local de origem do câncer quanto em outros locais que podem ter sido comprometidos.

No caso do câncer de mama, a quimioterapia pode ser utilizada antes (tratamento neoadjuvante) ou depois (tratamento adjuvante) da cirurgia. Mas sua inclusão no tratamento depende do tipo de câncer, o estágio da doença e as características individuais do paciente. 

Segundo o artigo Quimioterapia Neoadjuvante no Câncer de Mama Operável, publicado na Revista Brasileira de Cancerologia, do Inca, a quimioterapia reduz as taxas de recorrência e mortalidade do câncer de mama.

Mas este tratamento também apresenta desvantagens quanto à sobrevida dos pacientes, já que também afeta os tecidos saudáveis.

Entre os efeitos colaterais, podemos citar:

  • Enjoo;
  • Vômito;
  • Fraqueza;
  • Perda de cabelo.

Mas, felizmente, esses sintomas são reversíveis após o término do tratamento, e o paciente retorna a desfrutar de sua vida normalmente. 

Todo câncer de mama precisa de quimioterapia?

Nem todo câncer de mama precisa de quimioterapia. A decisão de incluir a quimioterapia como parte do tratamento depende de vários fatores, como o tipo e o estágio do câncer e a condição de saúde do paciente.

Existem casos de câncer de mama, como o câncer de mama in situ (não invasivo), em que a quimioterapia não é necessária, já que as células cancerígenas não são capazes de invadir tecidos vizinhos ou de se espalhar pelo corpo.

Um tratamento de quimioterapia é recomendado apenas quando os benefícios superam os possíveis riscos e efeitos colaterais, sempre com base em uma avaliação cuidadosa da equipe médica.

Quando fazer quimioterapia no câncer de mama?

O tratamento pode ser indicado para diferentes casos, por exemplo, quando o câncer é mais agressivo ou está em um estágio avançado.

Em casos de tumores HER2-positivos, a quimioterapia é frequentemente combinada com terapias-alvo específicas, como o trastuzumabe, que ataca o receptor HER2, uma proteína que promove o crescimento de células cancerígenas.

Assim sendo, realiza-se a quimioterapia antes ou depois das cirurgias de remoção do câncer de mama, principalmente quando existe comprometimento de linfonodos, presença de metástases ou há alto risco de disseminação.

  • Antes da cirurgia (quimioterapia neoadjuvante): para tumores grandes ou avançados, com o objetivo de reduzir seu tamanho do tumor para facilitar sua remoção e aumentar as chances de preservação da mama;
  • Após a cirurgia (quimioterapia adjuvante): para eliminar quaisquer células cancerígenas remanescentes de tumores primários e intermediários e, assim, reduzir o risco de recidiva.

E quando o câncer de mama não precisa de quimioterapia?

Segundo o estudo TAILORx, publicado no New England Journal of Medicine, cerca de 83% dos casos de câncer de mama não se beneficiam do tratamento com quimioterapia.

Esses casos são referentes a tumores primários, com até 2cm, e intermediários, entre 2cm e 5cm, que tenham receptor hormonal (RH) positivo, HER2 negativo e linfonodo axilar negativo.

Portanto, para a maioria dos casos, é possível seguir apenas com a radioterapia após a cirurgia de remoção de câncer de mama.

Quantas sessões de quimioterapia para câncer de mama?

O número de sessões do tratamento varia de acordo com o tipo de câncer, estágio da doença e a resposta do paciente aos medicamentos. 

Em média, a quimioterapia é administrada em ciclos, com intervalos que permitem ao corpo se recuperar entre as doses. 

Cada ciclo pode durar de uma até três semanas, e o tratamento completo geralmente envolve de quatro a 12 ciclos, o que pode representar de três a seis meses de tratamento no total.

No entanto, doenças em estágios mais avançados podem ter um prazo indeterminado, que depende da evolução do paciente.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

Dr. Felipe Andrade, médico mastologista do Einstein.

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Ele é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe  Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital, na Unidade Jardins do Hospital Albert Einstein.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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