Mulher exibindo cicatriz de cirurgia que realizou para prevenção do câncer de mama.

Prevenção ao câncer de mama: dicas importantes

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Mulher exibindo cicatriz de cirurgia que realizou para prevenção do câncer de mama.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês), Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.

A prevenção ao câncer de mama é essencial não somente para evitar o desenvolvimento da doença, como também para obter diagnósticos precoces.

Dessa forma, é possível aumentar as taxas de sucesso do tratamento e, assim, prolongar a sobrevida dos pacientes, como também melhorar sua qualidade de vida.

O câncer de mama não metastático, isto é, quando as células cancerígenas ainda não atingiram outros tecidos, possui alta probabilidade de cura.

Por isso, é essencial realizar um acompanhamento médico regular para a prevenção de câncer de mama, principalmente se o paciente possui histórico familiar.

Entenda melhor sobre o assunto neste artigo.

Qual a importância da prevenção do câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença que pode levar o paciente a óbito caso seja diagnosticada tardiamente. 

Uma vez que as células cancerígenas invadem outros tecidos e órgãos, o tratamento do câncer de mama torna-se mais complicado, com taxas reduzidas de sucesso.

Na maior parte dos casos de câncer de mama metastático, a cirurgia de remoção tumoral tem caráter paliativo, isto é, visa apenas aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente e aumentar a sobrevida.

Por outro lado, tumores na mama diagnosticados precocemente são tratados mais facilmente e tem 95% de probabilidade de cura, segundo um artigo publicado no jornal da USP.

Além disso, é possível diagnosticar alterações nas mamas antes mesmo que evoluam para um tumor.

Com uma avaliação do histórico familiar, do resultado de exames genéticos e do acompanhamento regular do médico, é possível detectar células atípicas e lesões mamárias e tratá-las de forma individualizada.

Se um paciente tem um grande número de familiares que desenvolveram câncer de mama, as chances de também desenvolver a doença são mais altas.

Da mesma forma, é possível descobrir se o paciente possui mutações em genes específicos, como BCRA1 e BCRA2, que são proteínas que auxiliam na reparação do DNA.

Contudo, as mutações genéticas alteram essa função, o que pode aumentar a probabilidade de células atípicas evoluírem para um câncer de mama.

Além disso, é importante considerar que alguns tipos de câncer de mama possuem um crescimento acelerado.

Isso ocorre em caso de células cancerígenas com receptores de hormônios, como progesterona, estrogênio e testosterona, que alimentam o tumor.

Como fazer a prevenção do câncer de mama?

A partir dos 40 anos de idade, é essencial que os pacientes sigam as orientações quanto aos métodos de prevenção.

O diagnóstico em pacientes com menos de 35 anos é raro. Contudo, a probabilidade de desenvolver câncer de mama aumenta com o envelhecimento, a partir dos 50 anos.

Por isso, é indispensável:

  • Conhecer os sintomas e a própria doença;
  • Consultar o médico com regularidade;
  • Informar seu histórico e os possíveis fatores de risco;
  • Realizar o autoexame mensalmente em casa;
  • Realizar a mamografia anualmente.

Todas as informações acerca do paciente são avaliadas e consideradas para determinar qual é o plano de tratamento e prevenção ao câncer de mama mais eficiente.

Recomendamos a leitura: Fatores de risco câncer de mama: histórico familiar, hormônios e estilo de vida

Além disso, é importante ressaltar que entre 90% e 95% dos diagnósticos de câncer de mama não possuem predisposição hereditária.

Isso significa que o estilo de vida do paciente é um fator de risco mais significativo para o desenvolvimento da doença do que questões genéticas.

Descubra mais: O que causa câncer de mama: conheça os fatores de risco e como prevenir

Obesidade, sedentarismo, má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e exposição a produtos químicos são fatores de risco.

Conforme as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), haverá mais de 73 mil casos de câncer de mama para cada ano entre 2023 e 2025.

Qual a prevenção do câncer de mama?

A cirurgia preventiva, chamada de mastectomia profilática, pode reduzir em até 90% os riscos de câncer de mama.

De acordo com o National Cancer Institute (NCI), os riscos podem cair para 5% quando a cirurgia é realizada em ambas as mamas, ou seja, com a realização da mastectomia bilateral.

A cirurgia de remoção é um dos tratamentos de prevenção contra o câncer de mama mais recomendados para pacientes com histórico familiar e mutações genéticas.

No entanto, o tratamento cirúrgico é eficiente para remover lesões, tumores e margens ao redor do tecido do local.

Isso significa que o procedimento não previne o desenvolvimento ou a recidiva do câncer de mama caso as células já tenham se espalhado pelo corpo.

Para entender melhor sobre o câncer de mama, a prevenção e o tratamento mais adequado para você, em primeiro lugar, é necessário agendar uma consulta com um médico mastologista.

Assim, você consegue realizar uma avaliação completa, com exames de rastreio de de imagem, seja para descartar suspeitas ou realizar um diagnóstico precoce.

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Conheça o Dr. Felipe Andrade

Mastologista em São Paulo - Dr. Felipe Andrade

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Complementou sua formação com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP)

O Dr. Felipe Andrade possui especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). 

Adicionalmente, é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e possui doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês. 

Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como mastologista titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, na cidade de São Paulo, SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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