Profissional de saúde aplicando quimioterapia intravenosa em paciente oncológico - efeitos colaterais da quimioterapia

Efeitos colaterais da quimioterapia: o que esperar e como aliviar os sintomas

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, cirurgião oncológico, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.

Entenda os efeitos colaterais da quimioterapia, quando surgem e como minimizar seu impacto durante o tratamento oncológico.

A quimioterapia é um dos tratamentos mais eficazes contra o câncer, destruindo células malignas e impedindo sua proliferação. 

Contudo, como os medicamentos quimioterápicos circulam por todo o organismo por meio da corrente sanguínea, os efeitos colaterais da quimioterapia podem afetar não apenas as células cancerígenas, mas também células saudáveis de crescimento rápido.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os efeitos adversos variam conforme o tipo de medicamento, a dosagem utilizada e a resposta individual de cada paciente. 

Portanto, veja neste texto como é importante compreender quais são esses efeitos e como manejá-los adequadamente é fundamental para manter a qualidade de vida durante o tratamento.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia mais comuns?

Os medicamentos quimioterápicos agem sobre células que se dividem rapidamente, incluindo células do sistema digestivo, da medula óssea, dos folículos capilares e da pele. Assim, os efeitos colaterais da quimioterapia manifestam-se principalmente nessas áreas do corpo.

De acordo com a American Cancer Society, os sintomas mais frequentes incluem náuseas, vômitos, fadiga extrema, alterações no apetite e queda de cabelo. 

Além disso, muitos pacientes experimentam diarreia ou constipação, feridas na boca (mucosite), alterações na pele e nas unhas, bem como maior suscetibilidade a infecções devido à redução de glóbulos brancos.

Efeitos gastrointestinais

Náuseas e vômitos estão entre as reações mais temidas pelos pacientes. 

Contudo, a medicina oferece medicamentos antieméticos eficazes que devem ser administrados preventivamente. Portanto, converse com sua equipe médica sobre as opções disponíveis para controlar esses sintomas.

A diarreia também pode ocorrer entre os efeitos colaterais da quimioterapia, especialmente com certos protocolos. Nesse caso, mantenha-se hidratado e consuma alimentos leves como arroz, banana e purês. 

Por outro lado, a constipação intestinal pode surgir devido aos medicamentos e à redução da atividade física. Assim, inclua fibras na alimentação e converse com o nutricionista sobre ajustes necessários.

Alterações Hematológicas

A medula óssea, responsável pela produção de células sanguíneas, é especialmente sensível à quimioterapia. Consequentemente, pode haver redução de glóbulos brancos (leucopenia), glóbulos vermelhos (anemia) e plaquetas (trombocitopenia).

A leucopenia aumenta o risco de infecções, por isso é fundamental evitar aglomerações e manter higiene rigorosa das mãos. 

Além disso, a anemia causa fadiga e falta de ar, enquanto a trombocitopenia eleva o risco de sangramentos. Portanto, exames de sangue regulares são essenciais para monitorar essas contagens.

Queda de cabelo (Alopecia)

A alopecia é um dos efeitos colaterais da quimioterapia mais visíveis e emocionalmente impactantes. 

Segundo o INCA, a queda geralmente começa entre 14 e 21 dias após o início do tratamento. Contudo, esse efeito é temporário e reversível, com o cabelo voltando a crescer após o término da quimioterapia.

Muitos pacientes optam por cortar o cabelo antes que ele caia naturalmente. Além disso, o uso de lenços, turbantes ou perucas pode ajudar a manter a autoestima durante esse período.

Efeito colateral da quimioterapia vermelha e branca: qual a diferença?

A chamada quimioterapia vermelha recebe esse nome devido à coloração avermelhada dos medicamentos utilizados, como a doxorrubicina e a epirrubicina

Esses fármacos pertencem à classe das antraciclinas e são frequentemente indicados para o tratamento do câncer de mama. 

Conforme explicado no artigo Quimioterapia vermelha da Clínica FEMA, esse protocolo pode causar urina avermelhada temporariamente, mas isso não representa risco. Por outro lado, a quimioterapia branca utiliza medicamentos sem cor aparente

Embora ambas possam causar efeitos adversos semelhantes, o efeito colateral da quimioterapia vermelha tende a incluir maior risco de cardiotoxicidade, exigindo monitoramento cardíaco regular. 

Enquanto isso, os efeitos colaterais da quimioterapia branca podem envolver maior toxicidade neurológica ou renal, dependendo dos medicamentos específicos utilizados.

Quando começam os efeitos colaterais da quimioterapia?

O surgimento dos efeitos adversos varia conforme o protocolo quimioterápico e a resposta individual de cada paciente. 

Geralmente, náuseas e vômitos podem aparecer poucas horas após a aplicação. Além disso, a fadiga costuma se intensificar nos primeiros dias após cada ciclo.

A queda de cabelo, como mencionado anteriormente, inicia-se entre a segunda e terceira semana. Por outro lado, a mucosite oral e as alterações hematológicas manifestam-se tipicamente após 7 a 14 dias do início do tratamento. 

Portanto, é fundamental manter acompanhamento médico regular para monitorar essas manifestações.

Quanto tempo dura os efeitos colaterais da quimioterapia?

A duração dos efeitos adversos depende do tipo de medicamento, da dose administrada e da capacidade de recuperação do organismo. 

Segundo a American Cancer Society, a maioria dos efeitos é temporária e desaparece gradualmente após o término do tratamento.

Náuseas e vômitos geralmente melhoram alguns dias após cada ciclo. Entretanto, a fadiga pode persistir por semanas ou até meses após o último ciclo. 

A recuperação da medula óssea ocorre gradualmente, com normalização das contagens sanguíneas em algumas semanas. Por sua vez, o cabelo começa a crescer novamente cerca de 2 a 3 meses após o fim da quimioterapia.

Além disso, alguns efeitos podem ser persistentes ou tardios. Conforme abordado no artigo Tratamento do câncer de mama, certos medicamentos podem causar neuropatia periférica prolongada ou alterações cognitivas que requerem acompanhamento de longo prazo.

Efeitos colaterais da quimioterapia nos olhos e outros órgãos

Embora menos frequentes, os efeitos colaterais da quimioterapia nos olhos podem incluir ressecamento ocular, lacrimejamento excessivo, visão turva e sensibilidade à luz. 

Medicamentos como citarabina, especialmente em altas doses, podem afetar a função ocular. Portanto, informe imediatamente ao médico caso experimente qualquer alteração visual.

Além disso, alguns quimioterápicos podem causar cardiotoxicidade, nefrotoxicidade ou hepatotoxicidade. 

Assim, conforme explicado no artigo Quimioterapia para câncer de mama, o monitoramento regular por meio de exames laboratoriais e de imagem é essencial para detectar precocemente qualquer comprometimento orgânico.

Remédio para diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia

Existem diversas estratégias farmacológicas e não farmacológicas para amenizar os efeitos adversos. 

Os antieméticos, por exemplo, são medicamentos eficazes para prevenir náuseas e vômitos. Atualmente, opções como ondansetrona e metoclopramida são amplamente utilizadas.

Para a mucosite oral, bochechos com soluções específicas e manutenção rigorosa da higiene bucal ajudam a prevenir e tratar as feridas. 

Além disso, medicamentos para estimular a produção de células sanguíneas (fatores de crescimento) podem ser indicados quando há supressão medular significativa.

A fadiga pode ser atenuada com repouso adequado, atividade física leve (quando permitida) e alimentação balanceada. 

Portanto, o acompanhamento nutricional é fundamental para manter o estado geral do paciente durante todo o tratamento.

Conheça o Dr Felipe Andrade

Dr. Felipe Andrade, mastologista, em retrato profissional sorrindo durante atendimento - efeitos colaterais da quimioterapia

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP. 

O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia. 

Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama. 

Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de Ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.

Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital e na Unidade Jardins do Einstein Hospital Israelita.

Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

O papel da Clínica FEMA no tratamento oncológico

A Clínica FEMA, em parceria com o Einstein Hospital Israelita, oferece atendimento multidisciplinar e humanizado para pacientes oncológicos. 

O Dr. Felipe Andrade, mastologista da clínica, trabalha em conjunto com oncologistas, radioncologistas e outros especialistas para proporcionar um tratamento integrado e personalizado.

Conforme destacado no ranking da Newsweek de 2024, o Einstein Hospital Israelita está entre os melhores hospitais especializados do mundo. Assim, os pacientes atendidos na Clínica FEMA têm acesso a protocolos de tratamento de excelência, com acompanhamento próximo e suporte integral durante todo o processo quimioterápico.

Para saber mais sobre as opções de tratamento disponíveis, consulte os artigos sobre Câncer de mama tem cura? e HER2-positivo: significado, diagnóstico e tratamento no site da Clínica FEMA.

Se você está enfrentando o tratamento quimioterápico e precisa de orientação especializada, agende uma consulta com o Dr. Felipe Andrade na Clínica FEMA. O acompanhamento adequado faz toda a diferença na qualidade de vida durante o tratamento oncológico.

FAQ – efeitos colaterais da quimioterapia

1. Quando começam os efeitos colaterais da quimioterapia?

Os efeitos colaterais podem surgir em diferentes momentos. Náuseas e vômitos aparecem geralmente poucas horas após a aplicação, enquanto a queda de cabelo inicia-se entre 14 e 21 dias. Alterações hematológicas manifestam-se tipicamente após 7 a 14 dias do início do tratamento.

2. Quanto tempo dura os efeitos colaterais da quimioterapia?

A maioria dos efeitos é temporária e desaparece gradualmente após o término do tratamento. Náuseas melhoram em alguns dias, enquanto a fadiga pode persistir por semanas ou meses. O cabelo volta a crescer cerca de 2 a 3 meses após o último ciclo de quimioterapia.

3. Como amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia?

Medicamentos antieméticos ajudam a controlar náuseas e vômitos. Alimentação balanceada, hidratação adequada, repouso e atividade física leve (quando permitida) também contribuem. Além disso, o acompanhamento nutricional e psicológico é fundamental durante o tratamento.

4. Como diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia?

Siga rigorosamente as orientações médicas, tome os medicamentos preventivos prescritos e mantenha comunicação aberta com sua equipe de saúde. Higiene adequada, alimentação fracionada e evitar exposição a infecções também são medidas importantes para minimizar os efeitos adversos.

5. Como minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia?

A melhor estratégia envolve abordagem multidisciplinar: uso preventivo de medicamentos, acompanhamento nutricional especializado, suporte psicológico, atividade física orientada e monitoramento constante através de exames laboratoriais. Converse com seu oncologista sobre todas as opções disponíveis.

6. Qual efeito colateral da quimioterapia é mais comum?

Fadiga, náuseas e alterações no apetite estão entre os efeitos mais frequentes. Contudo, a manifestação varia conforme o protocolo quimioterápico utilizado, a dose administrada e a resposta individual de cada paciente ao tratamento.

7. Qual o efeito colateral da quimioterapia vermelha?

A quimioterapia vermelha (antraciclinas) pode causar cardiotoxicidade, náuseas intensas, queda de cabelo e redução temporária das células sanguíneas. Além disso, pode deixar a urina avermelhada temporariamente, o que é normal e não representa risco à saúde.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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