Exame de mamografia sendo realizado com posicionamento da paciente por profissional de saúde em clínica médica.

Mamografia dói? Entenda como é o exame e o que esperar

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Exame de mamografia sendo realizado com posicionamento da paciente por profissional de saúde em clínica médica.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês), Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.

A mamografia dói? O que toda mulher precisa saber antes de fazer o exame

Você marcou a mamografia, ou está pensando em marcar, e a primeira coisa que vem à cabeça é: exame de mama dói?

É uma dúvida legítima e mais comum do que parece.

A mamografia dói para algumas mulheres, causa desconforto leve para outras e passa quase despercebida para muitas. 

O que quase sempre acontece é que o medo do exame é maior do que o procedimento em si.

Entender o que ocorre durante o exame ajuda a chegar ao dia com menos ansiedade e mais disposição para não adiar algo que pode fazer uma diferença real para a sua saúde.

Como a mamografia é realizada?

A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios X de baixa dose para avaliar o tecido mamário.

O procedimento completo, com as duas mamas e todas as incidências necessárias, dura, em média, de 10 a 20 minutos. 

Rápido, mas com etapas que merecem atenção.

Posicionamento da mama

A mama é posicionada sobre uma plataforma do equipamento pelo técnico de radiologia.

Dependendo da incidência necessária, o posicionamento pode ser frontal (craniocaudal) ou oblíquo lateral. 

Cada ângulo permite avaliar regiões diferentes do tecido mamário com mais precisão.

Compressão mamária

Após o posicionamento, uma placa comprime a mama por alguns segundos apenas o tempo necessário para capturar a imagem.

Essa compressão não é arbitrária. Ela reduz a espessura do tecido, melhora a nitidez da imagem e diminui a dose de radiação utilizada. 

Pense como uma câmera que precisa de foco: sem ela, pequenas alterações no tecido poderiam simplesmente passar despercebidas.

Tempo do exame

A compressão dura apenas alguns segundos por incidência.

O desconforto, quando existe, é proporcional a esse tempo e cessa assim que a placa é liberada.

Infográfico da CLÍNICA FEMA explicando as etapas da mamografia, destaques de segurança e a importância do exame na detecção precoce do câncer de mama.

Por que a mamografia pode causar desconforto?

Antes de entrar nos detalhes, vale dizer: sentir algo durante o exame não significa que algo está errado. 

O desconforto na mamografia tem causas bem definidas e entendê-las torna a experiência menos assustadora.

Compressão necessária para qualidade da imagem

A pressão aplicada sobre a mama é o principal fator associado à sensação durante o exame.

Ela é calibrada para garantir uma imagem diagnóstica de qualidade e não pode ser dispensada sem comprometer o resultado. 

É comum ouvir de pacientes que já fizeram o exame em clínicas com equipamentos mais modernos que a experiência foi significativamente mais tolerável, o que mostra que o contexto do atendimento também importa.

Sensibilidade individual

Cada mulher tem uma percepção diferente e isso é completamente normal.

Mamas com maior densidade, histórico de cistos ou tecido fibroglandular mais presente tendem a ser mais sensíveis à compressão. 

Conhecer o próprio corpo e conversar abertamente com o mastologista antes do exame ajuda a chegar com expectativas mais realistas.

Fatores hormonais

O ciclo menstrual influencia diretamente a sensibilidade das mamas.

Nos dias que antecedem a menstruação, o tecido mamário tende a ficar mais tensionado, o que pode tornar o exame mais desconfortável do que seria em outro momento do mês. 

Planejar a data do agendamento faz diferença prática.

A mamografia dói muito?

Essa é, provavelmente, a pergunta que mais leva mulheres a adiar o exame. 

A resposta merece ser direta e tranquilizadora.

Diferença entre dor e desconforto

Dor intensa e persistente não é o padrão esperado para uma mamografia.

O que a maioria das mulheres descreve é uma pressão forte por alguns segundos, que pode incomodar, mas raramente é descrita como insuportável. 

Se a sensação ultrapassar o desconforto esperado, comunicar à equipe imediatamente é sempre a medida correta.

Duração da sensação

A pressão dura apenas enquanto o equipamento comprime a mama para capturar a imagem.

Após a liberação da placa, a sensação cessa. Não há sequela, inchaço ou dor residual esperada após o exame.

Como reduzir o desconforto durante o exame?

Algumas escolhas simples, feitas antes e durante o exame, podem tornar a experiência significativamente mais tranquila.

Melhor período do ciclo menstrual

O ideal é agendar a mamografia entre o 7º e o 14º dia do ciclo menstrual, período em que os níveis hormonais costumam deixar o tecido mamário menos sensível.

Para mulheres na menopausa, não há restrição de período.

Comunicação com a equipe técnica

Avisar o técnico de radiologia sobre qualquer sensibilidade prévia ou experiência anterior desconfortável faz diferença concreta.

A compressão pode ser ajustada dentro dos limites que ainda garantem a qualidade da imagem. 

Não há motivo para suportar em silêncio; a equipe está ali para conduzir o exame da melhor forma possível para cada paciente.

Relaxamento durante o exame

Tensionar o corpo durante a compressão aumenta a percepção de desconforto.

Respirar fundo, soltar os ombros e confiar na equipe são atitudes simples que ajudam o exame a transcorrer de forma mais tranquila. Parece pouco, mas faz diferença real.

Por que a mamografia é essencial a partir dos 40 anos?

O desconforto do exame é medido em segundos. A detecção precoce de uma alteração pode mudar completamente o curso do tratamento e do prognóstico.

Detecção precoce do câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a Febrasgo recomendam a mamografia anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres independentemente de histórico familiar.

Essa recomendação existe porque o câncer de mama detectado precocemente tem chances significativamente maiores de cura e a mamografia é o principal método de rastreamento com evidência científica consolidada para isso.

Um ensaio clínico randomizado de longo prazo, o UK Age Trial (NIHR / NCBI Bookshelf, NLM-NIH), associou o rastreamento mamográfico anual iniciado aos 40 anos a uma redução significativa da mortalidade por câncer de mama nos primeiros dez anos de acompanhamento.

Para aprofundar o tema, leia:
Câncer de mama: saiba os fatores de riscos, sintomas e tratamentos
.

Impacto no prognóstico

Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores as opções terapêuticas e menor a complexidade do tratamento.

Adiar a mamografia por receio do desconforto é trocar um incômodo de segundos por um risco com consequências muito mais sérias. 

O rastreamento regular é o que permite agir antes que qualquer alteração avance.

Quando procurar avaliação mastológica?

A mamografia é um exame de rastreamento, indicado para mulheres sem sintomas, como parte da rotina preventiva.

Mas há situações em que a consulta com o mastologista não deve esperar a próxima data de exame:

  • Presença de nódulo ou espessamento na mama ou na axila;
  • Alteração na pele das mamas, como vermelhidão, retração ou textura irregular;
  • Saída espontânea de secreção pelo mamilo;
  • Resultado de mamografia com classificação BI-RADS® 4 ou superior.

Se o seu laudo trouxer uma categoria que você não entendeu, leia:

BI-RADS®: entenda o exame que aponta o risco de câncer.

Atendimento no Einstein Hospital Israelita e na CLÍNICA FEMA

O Dr. Felipe Andrade atende no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita, reconhecido entre os melhores hospitais especializados do mundo pela Newsweek e na CLÍNICA FEMA, no bairro Indianópolis, em São Paulo.

Se você tem dúvidas sobre a mamografia, sobre o resultado do seu exame ou quer iniciar o acompanhamento mastológico, o caminho mais seguro é conversar com um especialista.

Um desconforto de segundos não pode ser motivo para adiar um cuidado que protege a sua vida.

Banner em tons de rosa com a chamada "Conheça melhor os tratamentos disponibilizados pela CLÍNICA FEMA" e o logotipo da clínica ao centro.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

Dr. Felipe Andrade, mastologista, sorrindo de jaleco branco com o logotipo do Hospital Israelita Albert Einstein bordado.

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Complementou sua formação com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

O Dr. Felipe Andrade possui especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Adicionalmente, é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e possui doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês.

Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como mastologista titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, na cidade de São Paulo, SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

FAQ

Mamografia dói muito ou é só desconforto? 

O que a maioria das mulheres sente é uma pressão forte por alguns segundos, incômoda, mas passageira. Dor intensa fora desse padrão não é o esperado. Se acontecer, basta comunicar à equipe na hora e o procedimento pode ser ajustado.

Por que a compressão mamária não pode ser evitada? 

Sem compressão, a imagem perde nitidez e pequenas alterações podem não aparecer no resultado. É ela que garante a qualidade diagnóstica do exame e, por isso, é parte insubstituível do procedimento, por mais incômoda que pareça.

Qual o melhor momento do mês para fazer a mamografia? 

Entre o 7º e o 14º dia do ciclo menstrual, quando o tecido mamário tende a ser menos sensível. Mulheres na menopausa podem agendar em qualquer período, sem restrição.

A partir de que idade devo fazer a mamografia? 

A SBM, o CBR e a Febrasgo recomendam o exame anual a partir dos 40 anos para todas as mulheres, com ou sem histórico familiar de câncer de mama. Quanto mais cedo o rastreamento começa, maior a proteção.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

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