Abre em uma nova aba
Mulher com cabeça raspada lendo um documento em casa, ao lado de um notebook, representando o momento de análise de resultados médicos como BI-RADS 3.

Recebeu BI-RADS 3? Veja o que fazer agora

Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher. 

Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Mulher com cabeça raspada lendo um documento em casa, ao lado de um notebook, representando o momento de análise de resultados médicos como BI-RADS 3.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita, Doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês), membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons, e atuante em sua clínica privada, a Clínica FEMA.

O resultado BI-RADS® 3 indica achado provavelmente benigno, e compreender o que isso significa faz toda a diferença para cuidar da sua saúde mamária com tranquilidade.

Receber um laudo com BI-RADS® 3 gera dúvidas em muitas mulheres. 

A primeira reação costuma ser de preocupação. Afinal, o resultado não veio completamente “limpo”. 

Dito isso, esse resultado é mais comum do que parece e tem um significado bem específico que precisa ser compreendido com calma.

Traduzindo: BI-RADS® 3 não é diagnóstico de câncer. É uma classificação que indica achado provavelmente benigno de baixo risco.

A conduta é direta: acompanhamento. Sem cirurgia, biópsia imediata e pânico.

O que é a classificação BI-RADS®?

O BI-RADS® (Breast Imaging-Reporting and Data System) é um sistema internacional criado para padronizar os laudos de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas. 

Ele organiza os achados em uma escala de 0 a 6, cada nível com uma orientação clínica específica.

Em outras palavras, o BI-RADS® é uma linguagem comum entre radiologistas e mastologistas e serve justamente para que o médico saiba exatamente qual conduta tomar diante de cada resultado.

Para que serve o sistema?

O sistema existe para tornar os laudos mais claros e objetivos, eliminando ambiguidades que poderiam atrasar diagnósticos ou gerar intervenções desnecessárias. 

Em vez de laudos abertos à interpretação, o BI-RADS® entrega ao médico uma categoria com recomendação de conduta definida.

Para saber mais sobre como o sistema funciona como um todo, vale conferir o artigo:
BI-RADS®: entenda o exame que aponta o risco de câncer.

Como os exames são classificados?

A escala segue esta lógica:

  • BI-RADS® 0: exame inconclusivo — precisa de avaliação complementar;
  • BI-RADS® 1: exame normal, sem alterações;
  • BI-RADS® 2: achado benigno confirmado, sem necessidade de acompanhamento adicional;
  • BI-RADS® 3: achado provavelmente benigno — recomenda-se acompanhamento;
  • BI-RADS® 4: achado suspeito — biópsia indicada;
  • BI-RADS® 5: altamente suspeito de malignidade;
  • BI-RADS® 6: câncer confirmado, em planejamento de tratamento.

BI-RADS® 3: O que significa?

BI-RADS® 3 é câncer? A resposta é não. 

O que é BI-RADS® 3, na prática, é uma categoria de vigilância, não de doença confirmada. 

Ela existe para que achados com baixa probabilidade de malignidade sejam monitorados com segurança, sem intervenções desnecessárias.

Achado provavelmente benigno

A expressão “provavelmente benigno” tem peso técnico aqui. 

Ela indica que o achado (um nódulo, uma assimetria ou outra alteração) apresenta características apontam para algo benigno quando analisadas de forma integrada. 

O resultado de mamografia com BI-RADS® 3 não confirma doença, mas também não descarta a necessidade de atenção. 

Uma dúvida frequente é se o BI-RADS® 3 pode virar câncer. 

O risco existe, mas é baixo, e é exatamente por isso que o acompanhamento regular tem tanto peso. 

Em casos em que o BI-RADS® 3 virou câncer, o que aconteceu foi uma mudança no comportamento da lesão ao longo do tempo, identificada nos exames de seguimento. 

Daí que não realizar os controles programados é o principal fator de risco dentro dessa categoria.

Baixo risco de malignidade

Segundo estudo publicado no Current Radiology Reports e indexado pelo National Institutes of Health (NIH), o BI-RADS® 3 é definido como um achado com menos de 2% de probabilidade de ser maligno, o que o coloca em uma faixa de risco bastante baixa do ponto de vista clínico.

Na prática, isso quer dizer que a grande maioria dos achados classificados como BI-RADS® 3 se confirma benigna ao longo do acompanhamento. 

Ainda assim, o monitoramento é necessário para garantir essa confirmação com segurança.

Por que é necessário acompanhamento no BI-RADS® 3?

Monitoramento da estabilidade da lesão

O objetivo do acompanhamento no BI-RADS® 3 é simples: observar se o achado permanece estável ao longo do tempo.

Um nódulo ou alteração que não cresce, não muda de forma e não desenvolve novas características suspeitas ao longo dos exames seguintes tende a confirmar sua natureza benigna.

Qualquer mudança significativa, crescimento, alteração de contorno ou novas características leva o mastologista a recategorizar para BI-RADS® 4 e indicar biópsia. 

Importância da repetição do exame

O acompanhamento existe porque a estabilidade da lesão é o principal critério de avaliação nessa categoria. 

Não realizar os exames de seguimento significa abrir mão da única forma de confirmar se o achado se comporta de maneira benigna.

Isso não quer dizer que a paciente está “em risco”. O médico precisa de mais informação ao longo do tempo para fechar o diagnóstico com segurança.

Interromper o acompanhamento por conta própria compromete o processo. Isso inclui abandono por ansiedade, pela crença de que “já passou tempo suficiente” ou por dificuldade de acesso. 

O seguimento correto é o que transforma o BI-RADS® 3 em uma resposta definitiva.

Quando repetir os exames no BI-RADS® 3?

Intervalo recomendado

O intervalo padrão para o primeiro exame de seguimento é de seis meses após o achado inicial

A partir daí, o mastologista define se o próximo controle será em mais seis meses ou em um ano, de acordo com o comportamento da lesão.

No geral, o acompanhamento do BI-RADS® 3 costuma se estender por dois a três anos. 

Se o achado permanecer estável nesse período, ele pode ser reclassificado como BI-RADS® 2, benigno.

Quando antecipar a investigação?

Há situações em que o mastologista pode decidir antecipar a investigação, mesmo com BI-RADS® 3. Entre elas:

  • Histórico familiar de câncer de mama de primeiro grau;
  • Aparecimento de novos sintomas entre os exames, como nódulo palpável, dor localizada ou alteração na pele;
  • Ansiedade elevada que impacta significativamente a qualidade de vida da paciente.

Nesses casos, a biópsia pode ser uma opção discutida com o médico, não por obrigação, mas como uma escolha clínica compartilhada.

Quando procurar um mastologista?

Dúvidas no resultado de mamografia BI-RADS® 3

Recebeu o resultado e ficou com dúvidas? 

Faz todo sentido. O laudo com BI-RADS® 3 costuma trazer termos técnicos que, sem contexto médico, geram mais perguntas do que respostas.

Junto disso, há um ponto importante: o laudo isolado não substitui a consulta. 

Somente o mastologista consegue contextualizar o achado dentro do histórico clínico da paciente, avaliar fatores de risco e definir a conduta mais adequada.

Histórico familiar e outros fatores de risco

Mulheres com histórico familiar devem comunicar essa informação ao médico ao receber qualquer resultado de imagem, ela pode influenciar diretamente a frequência e o tipo de exame de seguimento indicado.

Para entender melhor esse contexto, o artigo Câncer de mama: saiba os fatores de riscos, sintomas e tratamentos traz uma visão completa sobre o tema.

Vale considerar também que fatores como densidade mamária elevada, uso de terapia hormonal e histórico pessoal de lesões proliferativas podem entrar na equação ao definir a conduta do BI-RADS® 3.

Nódulo BI-RADS® 3: o que costuma ser encontrado?

Nem todo achado classificado como BI-RADS® 3 é um nódulo. 

O sistema pode ser aplicado a diferentes tipos de alterações, incluindo assimetrias focais, distorções arquiteturais e calcificações com padrão específico.

Dito isso, entre os achados mais frequentemente classificados nessa categoria está o fibroadenoma, uma lesão benigna, formada por tecido fibroso e glandular, muito comum em mulheres jovens.

Ele costuma ser móvel ao toque, de contorno regular e sem dor. 

Por apresentar características bem definidas à ultrassonografia ou à mamografia, o fibroadenoma se enquadra com frequência nessa classificação.

Tem ainda um detalhe importante: o BI-RADS® 3 não significa que a lesão vai crescer ou mudar. 

A classificação descreve o que foi visto no momento do exame, e o acompanhamento existe justamente para confirmar que o comportamento se mantém ao longo do tempo.

Para entender melhor como um nódulo suspeito se apresenta ao exame e em que características ele difere de um achado benigno, confira o artigo:
Como é o caroço do câncer de mama: características que merecem atenção.

Atendimento na Clínica FEMA e no Einstein Hospital Israelita

O Dr. Felipe Andrade, mastologista especializado e doutor em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, realiza o acompanhamento de achados mamários com foco em diagnóstico preciso, conduta individualizada e acolhimento.

Na Clínica FEMA, o atendimento considera não só o resultado do exame, mas o contexto clínico completo da paciente, histórico familiar, fatores de risco, exames anteriores e nível de ansiedade. 

O Dr. Felipe também atua no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita, referência nacional e internacional em qualidade assistencial.

Se você recebeu um resultado BI-RADS® 3 e quer entender o que ele significa para o seu caso específico, agende uma consulta com seu mastologista e tire todas as suas dúvidas com segurança.

Conheça o Dr. Felipe Andrade

Retrato institucional de médico sorrindo, usando óculos, jaleco branco e gravata vermelha, com o nome “Dr. Felipe Andrade” bordado no uniforme.

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Complementou sua formação com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

O Dr. Felipe Andrade possui especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

Adicionalmente, é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e possui doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês.

Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como mastologista titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, na cidade de São Paulo, SP.

Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.

Banner em tons de rosa com a frase “Conheça melhor os tratamentos disponibilizados pela Clínica FEMA” e pequeno símbolo relacionado à saúde das mamas.

FAQ — Perguntas frequentes sobre BI-RADS® 3

BI-RADS® 3 é câncer? 

Não. O BI-RADS® 3 indica um achado provavelmente benigno, com menos de 2% de chance de malignidade segundo critérios internacionais. Ele não é diagnóstico de câncer, é uma indicação de acompanhamento.

Preciso fazer biópsia com resultado BI-RADS® 3? 

Na maioria dos casos, não. A conduta padrão é o acompanhamento com exames de imagem em intervalos regulares. A biópsia pode ser discutida em situações específicas, como histórico familiar relevante ou surgimento de novos sintomas.

O BI-RADS® 3 pode virar câncer? 

O risco de malignidade é baixo, mas o acompanhamento existe para monitorar o comportamento do achado ao longo do tempo. Se houver mudança nas características da lesão, o mastologista pode indicar investigação adicional.

Devo me preocupar com o resultado BI-RADS® 3?

A preocupação é compreensível, mas o resultado BI-RADS® 3 não exige alarme. O mais importante é seguir o acompanhamento indicado pelo mastologista e não interromper os exames de seguimento, a estabilidade da lesão é o que vai orientar a conduta futura.

O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.

Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.

Posts Relacionados

Biópsia na mama pode espalhar câncer?

Descubra o que a ciência realmente diz sobre a biópsia na mama pode espalhar câncer e por que esse medo não deveria adiar seu diagnóstico. Biópsia na mama pode espalhar câncer? Essa é uma das perguntas mais frequentes entre pacientes…...

Dr. Felipe Andrade
Mastologista realiza exame clínico das mamas com palpação manual durante consulta, utilizando luvas descartáveis para avaliar alterações e investigar nódulos mamários.

Quando fazer biópsia na mama? Entenda as indicações

A biópsia na mama é o único exame capaz de confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer, e entender quando ela é necessária é o primeiro passo para agir com segurança. Receber um laudo com alteração suspeita gera dúvidas imediatas. …...

Dr. Felipe Andrade
Profissional de saúde realiza exame clínico na região da mama e axila de paciente durante avaliação mastológica.

Mamilo retraído é câncer? Saiba quando investigar essa alteração

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita, Doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês), membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons, e…...

Dr. Felipe Andrade
Imagem ilustrativa de alteração no mamilo, destacando um mamilo retraído como possível sinal que deve ser avaliado por um mastologista para investigação de doenças da mama.