Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher.
Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

Para responder se a cirurgia de câncer de mama é perigosa, em primeiro lugar, é necessário avaliar todos os pontos.
Qualquer tratamento recomendado pelo mastologista tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida ou de prolongar a sobrevida de seus pacientes.
Os procedimentos, até os considerados mais arriscados, só são considerados quando os seus benefícios superam os malefícios à saúde. Caso contrário, outras alternativas são discutidas com os pacientes.
Neste artigo, você vai conhecer as vantagens e desvantagens do tratamento cirúrgico, por que ele é recomendado para os pacientes e se a cirurgia de câncer de mama é perigosa ou não.
Por que fazer a cirurgia de câncer de mama?
De forma geral, a cirurgia é indicada para todos os pacientes com diagnósticos positivos de câncer de mama, amplo histórico familiar da doença e confirmação de mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2.
No caso positivo de câncer, a cirurgia remove o tumor e pode incluir a remoção de outras estruturas, como músculos, pele, linfonodo axilares, entre outros.
Mas, em casos de alta probabilidade de desenvolvimento da doença, remove-se todo o tecido mamário de uma ou ambas as mamas.
O objetivo da cirurgia é interromper a progressão da doença e o aparecimento de metástase, que podem causar diversas complicações à saúde e até o óbito do paciente.
Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores são as taxas de sucesso e mais qualidade de vida tem o indivíduo.
Por que a cirurgia para câncer de mama é o principal tratamento?
O tratamento consegue oferecer diferentes abordagens, que adaptam-se conforme a necessidade de cada paciente.
Por exemplo, o CDIS (carcinoma ductal in situ), apesar de ser um câncer, não é invasivo, isto é, não possui capacidade de invadir outros tecidos.
A depender do caso, é possível seguir com uma cirurgia conservadora, que consegue preservar a maior parte da mama.
No entanto, o CDIS pode evoluir para um carcinoma ductal invasivo, o que depende de vários fatores, como a histologia do tumor e a efetividade do tratamento inicial.
No caso do carcinoma invasivo, que possui o potencial de invadir tecidos adjacentes e outras partes do corpo, é necessário realizar uma cirurgia mais radical, que pode eventualmente pode ser através da remoção de todo o tecido mamário e outras estruturas ao redor.
A mastectomia também é indicada para pessoas que ainda não foram diagnosticadas com o câncer de mama, contudo, possuem alta probabilidade de desenvolvê-lo, como histórico familiar do paciente e mutações genéticas.
Nesses casos, a cirurgia preventiva pode reduzir o risco de câncer de mama em até 90%.
Além disso, a cirurgia de câncer de mama também pode ser indicada para pacientes que já receberam o diagnóstico positivo de câncer em uma das mamas, já que a probabilidade da outra mama vir a ter um tumor é maior.
A mastectomia bilateral pode reduzir em até 95% o risco de câncer em pacientes com mutações genéticas e até 90% em mulheres com histórico familiar.
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Tratamento do cancer de mama: quais as principais abordagens?
A cirurgia de câncer de mama é perigosa ou segura?
O tratamento cirúrgico, assim como outros procedimentos, apresenta pós e contras, que são levados em consideração quando médico e paciente discutem todas as opções de tratamento.
De forma geral, a cirurgia de câncer de mama é muito segura. A cirurgia costuma ter curta duração, cerca de 2 horas, e a recuperação geralmente é tranquila e permite o retorno à rotina após duas semanas.
Para reduzir a chance de complicações, como infecções, é necessário que o indivíduo siga as recomendações acerca da higienização dos curativos e do dreno, caso haja, do repouso adequado, do uso de medicamentos, entre outros cuidados.
Assim como qualquer cirurgia, o paciente pode experimentar alguns efeitos colaterais, como dor e inchaço ao redor da região.
Algumas mulheres também podem sofrer com aumento de peso, linfedema (acúmulo de líquido no sistema linfático) e limitações de movimento no braço do mesmo lado da mama operada.
Além disso, existem baixos riscos do indivíduo sofrer com hemorragia durante a operação. Mas, caso ocorra, um médico experiente consegue intervir rapidamente para resolver o problema.
Também existe uma pequena possibilidade do paciente apresentar dificuldade de cicatrização e perda de sensibilidade na região.
Conheça o Dr. Felipe Andrade

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da USP.
O doutor é Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e Especialista em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Ele também é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e sócio-titular da Sociedade Brasileira de Mastologia.
Com Doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês, seu foco de pesquisa é a qualidade do tratamento do câncer de mama.
Além de sua atuação na Mastologia, também atua na área de ginecologia para oferecer uma assistência integral e especializada à saúde da mulher.
Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein e realiza seus atendimentos no Centro de Oncologia do hospital, na Unidade Jardins do Hospital Albert Einstein.
Além disso, atua em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, São Paulo SP.
Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.
O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.
Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.