Os artigos publicados neste Blog têm o intuito de educar e desmistificar crenças populares acerca do câncer de mama, assim como de todas as condições mamárias benignas e malignas que afetam a saúde da mulher.
Ao longo do material, você pode encontrar termos populares que não correspondem aos termos médicos corretos. Recorremos a este recurso para facilitar a compreensão e o entendimento das condições mamárias e, assim, conscientizar a população sobre os cuidados necessários para a prevenção e tratamento dessas condições.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Felipe Andrade, mastologista, doutor em Ciências da Saúde (Sírio-Libanês), Mastologista Titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da American Society of Breast Surgeons.
Procedimento seguro e minimamente invasivo, a punção da mama é uma aliada no diagnóstico preciso de lesões mamárias
Receber o pedido de uma punção da mama pode gerar apreensão, e isso é completamente compreensível. A boa notícia é que esse exame é seguro, feito com anestesia local e sem necessidade de internação.
A punção da mama permite ao médico coletar amostras de tecido ou líquido de uma lesão para análise laboratorial, determinando se é benigna ou maligna. Assim, o procedimento contribui diretamente para um diagnóstico precoce e preciso.
Para que serve o exame de punção da mama?
O exame de punção da mama tem como principal objetivo esclarecer a natureza de lesões identificadas em exames de imagem.
Quando a mamografia ou a ultrassonografia apontam uma alteração suspeita, a punção entra como próxima etapa da investigação.
Além de diagnosticar lesões, a punção também serve para drenar cistos que causam desconforto. Se a lesão se confirmar como maligna, o material coletado fornece dados essenciais para o planejamento terapêutico, como o tipo histológico e o perfil de receptores hormonais.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), cerca de 80% dos laudos de biópsia mamária são negativos para câncer. Embora o pedido gere preocupação, realizar o procedimento é fundamental para afastar dúvidas e seguir com tranquilidade.
Quando a punção da mama é indicada?
A indicação da punção da mama está diretamente relacionada à classificação BI-RADS®: entenda o exame que aponta o risco de câncer, sistema internacional que padroniza laudos de exames de imagem mamários.
Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as biópsias devem ser realizadas em lesões classificadas como BI-RADS® 4 e 5, que representam achados suspeitos e altamente suspeitos de malignidade.
Em situações pontuais, lesões BI-RADS® 3 também podem ser investigadas, a critério do mastologista.
As principais situações que levam à indicação incluem nódulos sólidos com características suspeitas, microcalcificações agrupadas e suspeitas na mamografia, cistos complexos, distorções no padrão do tecido mamário e linfonodos axilares alterados.
Se você identificou um Nódulo palpável na mama, saiba que a avaliação médica é o primeiro passo e a punção pode ser uma das etapas da investigação.
Agulha de punção da mama: conheça os tipos
Existem diferentes técnicas de punção, e a escolha depende do tipo, tamanho e localização da lesão, além das características observadas nos exames de imagem.
PAAF — Punção Aspirativa por Agulha Fina
A PAAF utiliza uma agulha fina acoplada a uma seringa para aspirar células ou líquido da lesão. É um procedimento minimamente invasivo, bastante utilizado para diferenciar nódulos sólidos de cistos e para drenar cistos sintomáticos.
Conforme a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional São Paulo (SBM-SP), a PAAF é indicada especialmente para coleta de amostras de linfonodos axilares e para lesões inacessíveis à biópsia por agulha grossa. Sua principal vantagem está na simplicidade e no baixo risco de complicações.
Core biopsy — biópsia por agulha grossa
A core biopsy utiliza uma agulha de calibre maior, acoplada a um dispositivo de disparo, que retira pequenos fragmentos de tecido da lesão.
Por coletar material mais robusto, permite uma análise histológica detalhada, incluindo o estudo imunohistoquímico fundamental para definir o perfil do tumor.
Essa técnica é a preferida quando há suspeita de malignidade, oferecendo resultados comparáveis aos de uma biópsia cirúrgica, com recuperação bem mais simples.
Em alguns casos, porém, o médico pode indicar a mamotomia, uma técnica que utiliza um sistema a vácuo para coletar fragmentos maiores, especialmente útil em lesões pequenas ou microcalcificações.
Como é feita a punção da mama?
O procedimento é ambulatorial e não exige internação. A paciente permanece deitada, geralmente de barriga para cima, e o médico aplica anestesia local na região a ser puncionada.
Com o auxílio de um exame de imagem, na maioria das vezes, a ultrassonografia, a agulha é direcionada com precisão até a lesão. O médico então coleta o material necessário, que é acondicionado e enviado ao laboratório de patologia.
Após a coleta, um pequeno curativo é aplicado no local. A paciente pode retomar suas atividades habituais com orientações simples, como evitar esforços físicos intensos nas primeiras 24 horas e aplicar compressas frias se houver desconforto.
Punção da mama guiada por ultrassom
A punção da mama guiada por ultrassom é a técnica mais utilizada para orientar a inserção da agulha. O ultrassom permite ao médico acompanhar, em tempo real, o trajeto da agulha até a lesão, proporcionando maior segurança e precisão.
Essa modalidade é indicada especialmente para nódulos sólidos e cistos. Mulheres com mama densa também se beneficiam desse método, já que a ultrassonografia complementa a mamografia na avaliação dessas mamas.
Quando a lesão aparece apenas na mamografia, como certas microcalcificações, o médico pode guiar a punção por estereotaxia. Em casos específicos, o médico também pode empregar a ressonância magnética.
Quer saber mais sobre o assunto?
Leia: Tenho mama densa: isso aumenta meu risco de câncer?
A punção da mama dói?
Essa é uma das dúvidas mais frequentes, e a resposta costuma tranquilizar: a punção é feita sob anestesia local, eliminando a dor durante o procedimento. A paciente pode sentir uma pressão leve, mas sem dor significativa.
Se houver qualquer incômodo durante a coleta, o médico pode reforçar a anestesia. A tolerância ao procedimento é, em geral, bastante boa.
Sintomas após punção da mama e cuidados
A região puncionada pode apresentar sensibilidade, leve inchaço ou pequenos hematomas nas horas seguintes. Esses sinais tendem a desaparecer em poucos dias.
Para uma boa recuperação, o médico recomenda aplicar compressas frias quando necessário, evitar exercícios físicos intensos por pelo menos 24 horas, manter o curativo limpo e seco e comunicar o médico caso surjam febre, vermelhidão intensa ou sangramento.
A punção da mama não exige repouso absoluto. Na maioria dos casos, a paciente retoma a rotina no dia seguinte.
Resultado da punção da mama: o que esperar
O resultado da punção da mama é disponibilizado após a análise laboratorial do material coletado, em geral dentro de alguns dias úteis.
O laudo indicará se a lesão é benigna, maligna ou inconclusiva. Em caso de malignidade, o relatório trará dados sobre o tipo histológico, grau do tumor e perfil de receptores, que são informações que orientam o planejamento do tratamento.
Se inconclusivo, o mastologista poderá solicitar nova coleta ou outro método diagnóstico.
O Dr. Felipe Andrade, mastologista titular do Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e responsável pela Clínica FEMA, está à disposição para esclarecer dúvidas e acompanhar cada etapa com acolhimento e segurança.
Saiba mais em:
Nódulo fixo na mama é câncer? Diferenças entre nódulos móveis
Um resumo do que esperar da sua punção de mama
O médico realiza o procedimento com anestesia local e utiliza imagem para guiar a agulha até a lesão com precisão.
A coleta costuma provocar apenas sensação de pressão leve e, após um pequeno curativo, a paciente pode voltar às atividades habituais no dia seguinte, mantendo cuidados simples nas primeiras 24 horas.
O exame é rápido, seguro e importante para confirmar o diagnóstico de forma confiável.
Confira o resumo:

Dr. Felipe Andrade – Referência em cuidado e diagnóstico mamário

O Dr. Felipe Andrade é um médico mastologista com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC. Complementou sua formação com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).
O Dr. Felipe Andrade possui especialização em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e em Mastologia pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Adicionalmente, é membro titular da American Society of Breast Surgeons (ASBrS) e possui doutorado em Ciências da Saúde pelo Hospital Sírio-Libanês.
Atualmente, o Dr. Felipe Andrade atua como mastologista titular no Centro de Oncologia do Einstein Hospital Israelita e em sua clínica privada, a Clínica FEMA, localizada no bairro Indianópolis, na cidade de São Paulo, SP.
Conheça mais sobre seu trabalho no perfil do Instagram @cancerdemamaonline.
Perguntas frequentes sobre punção da mama
A punção da mama é um procedimento que retira amostras de tecido ou líquido de uma lesão mamária para análise em laboratório. Além disso, o exame é minimamente invasivo, utiliza anestesia local e, assim, auxilia no diagnóstico de nódulos, cistos e alterações suspeitas.
O médico aplica anestesia local e, em seguida, com auxílio de um exame de imagem (geralmente ultrassom), direciona uma agulha até a lesão. Posteriormente, envia o material coletado para análise e, por fim, a paciente recebe alta no mesmo dia.
A paciente pode apresentar leve sensibilidade, inchaço discreto e pequenos hematomas nas primeiras horas. No entanto, esses sintomas regridem em poucos dias e, assim, a mama retorna ao aspecto normal, sem cicatrizes visíveis.
O médico realiza o procedimento com anestesia local, o que minimiza significativamente qualquer desconforto. Durante a coleta, a paciente pode sentir uma leve pressão, mas, ainda assim, a maioria das mulheres tolera bem a dor, que permanece controlada.
A paciente não precisa de repouso absoluto. No entanto, o médico recomenda evitar exercícios físicos intensos por pelo menos 24 horas e seguir as orientações quanto ao curativo e aos cuidados locais. Além disso, a paciente pode retomar a rotina normalmente no dia seguinte.
O Dr. Felipe Andrade está comprometido em fornecer informações médicas precisas sobre as condições mamárias. Para tornar certos temas mais acessíveis, ele pode recorrer ao uso de termos populares.
Embora possam ser inadequados em relação à terminologia médica correta, este recurso visa capacitar a população com conhecimento e facilitar o diálogo com os profissionais de saúde.




